30.1.06
29.1.06
Aratinga finschi

"Tenho frio, tenho fome, tenho sono... mas não tenho a certeza de estar num mundo meu... todas estas sensações do corpo e da ialma são controversas quando confrontadas com a inesgotavel fertilidade da minha mente... uma vez cá dentro são milhões de flashes psicadélicos muitos sem nexo ou destino, que viajam em forma de peliculas cinematográficas com um som e imagens até hoje ainda não atingidos... diria eu que, com um certo egocentrismo narcisista, sou um universo de infindáveis inutilidades sentimentalistas e corrosivas, mas de rara beleza..."
Barbaazul
Ara ararauna

Sou doente, um mal de nervos (a doença foi-me transmitida pelo contacto com uma margarida) que me faz tremer todos os musculos do meu corpo de forma desordenada, não consigo estar parado, ando sempre à procura da posição em que dói menos e isso não me deixa fazer nada. Deixa-me parado, completamente imovel, e os meus musculos com vida propria continuam a contrair-se de forma incompreensível para mim. Aposto que estão a fazer alguma coisa, talvez um golpe de estado para pôr fim a esta ditadura. Se ao menos tivesse um cão podia ser feliz.
28.1.06
Cacatua leadbeateri

A Ditadura mais amada do mundo
11 MIL SOLDADOS AMERICANOS MORTOS POR DU Dos 580.400 soldados americanos que participaram na I Guerra do Golfo, 11.000 estão hoje mortos devido ao envenenamento por urânio empobrecido (depleted uranium, DU). Destes, o número de soldados com incapacidade médica permanente (Permanent Medical Disability) era de 325 mil no ano 2000, ou seja, 56% ! Esta taxa era de 5% na II Guerra Mundial e de 10% na guerra do Vietnam. Para o eminente cientista norte-americano Leuren Moret, já não há quaisquer dúvidas: o urânio empobrecido é a causa definitiva da "Síndrome da Guerra do Golfo".
A criminosa utilização destas munições pelas forças armadas dos EUA provoca efeitos irreversíveis sobre o ambiente, tanto ao nível químico, como radiológico e mutagénico.
As toneladas de urânio empobrecido despejadas pelo IV Reich no Iraque durante a I Guerra do Golfo, na ex-Jugoslávia, no Afeganistão e novamente no Iraque durante a invasão de 2004 equivalem a várias guerras nucleares. Os crimes do IV Reich bushiano e clintoniano revelam-se piores do que os do III Reich hitleriano pois têm efeitos sobre milhares de gerações futuras. O decadente império americano ameaça exterminar a humanidade.
Vai piorar, podem apostar. (Esta última frase em «americano»)
13.1.06
Amazona rhodocorytha

Eu disse-lhe que não a amava mas ela despiu-se.
Os lábios que disseram estas palavras estão fechados, a preparar o proximo grunhido.
A harmonia no caos pode parecer um pouco caótica mas é harmonia.
Se a falência se puder ler numa só palavra pode provocar uma epifania?
Estou do lado errado do mundo. Não era esta paisagem que os meus olhos deviam estar a ver.
Nas montanhas da savana o gelo a derreter.
12.1.06
4.1.06
Poicephalus rufiventris

Eles falam sempre muito baixinho.
Aparecem a falar baixinho em todo o lado, na comunicação social, mas sempre muito baixinho sem mostrar nada.
Talvez algo especifico, uma coisa mais direccionada, a apontar para nós.
Que só nos ouvimos a nós.
As vezes aparecem nas noticias aos gritos, mas a gritar baixinho,- como os crocodilos.
Ninguém os entende ou ninguém os ouve.